Artigo do Mês - Novembro  
 
  Aleitamento materno
 
Nas últimas décadas, nota-se um esforço concentrado de profissionais da saúde, mães, grupos feministas e o próprio governo em estimular o aleitamento materno. Esta medida é absolutamente correta. Afinal, o homem é o único animal mamífero que utiliza o leite de outras espécies de animais para alimentar seus filhos.

Várias razões contribuem para que a amamentação humana seja relegada a segundo plano. Recorre-se a todos os tipos de leite industrializados, próprios para a nutrição infantil, sem se dar conta de que o leite materno é o mais eficiente. A participação da mulher no mundo do trabalho, o medo de infecção da mama (mastites) no período da amamentação, a propaganda intensiva do leite em pó, a desinformação das mães, problemas estéticos e mesmo a pressão de muitos maridos são fatores que pesam para o desmame precoce.

Através dos meios e comunicação e iniciativa da classe médica, ninguém mais duvida da importância do leite humano, tanto para os recém- nascidos quanto para as lactantes, por um período de, no mínimo, 6 meses. De fato, o leite materno reduz significativamente a desnutrição e a mortandade infantil.Ele é dotado de propriedades que beneficiam, sobremaneira, a saúde da criança.

É de fácil digestibilidade, não causa problemas alérgicos, como é comum com o leite de vaca, que possui uma proteína desencadeadora de processos alérgicos de difícil solução. É vantajoso do ponto de vista nutricional e imunológico sobre qualquer outro tipo de leite. A criança, alimentada com o leite materno, fica mais resistente às infecções tão comuns nos primeiros meses de vida.
Trabalhos publicados sobre a relação leite materno x infecções como enterites, otites e as respiratórias comprovam a inquestionável superioridade do leite humano. O fator psicológico não é menos importante. O ato da amamentação é fundamental, tanto para a mãe como para filho, pois criam-se laços afetivos muito fortes e úteis para o equilíbrio emocional da criança.

Sabe-se que o vínculo materno tem grande influência na formação de um ser, livre de angústias, inquietações e temores; constitui a base para uma personalidade bem estruturada. Por outro lado, as mães que amamentam são mais maternais, assumem plenamente o seu papel de mulher e apresentam menor incidência de distúrbios de comportamento ao lidarem com os seus filhos.
Por todos estes motivos, é necessário que o próprio ser humano crie condições para que seus filhos sejam alimentados com o leite da mãe. Na prática, entretanto, muito mais por desconhecimento do que por outro fator, as mães consideram que seu leite é fraco e insuficiente para o desenvolvimento da criança.

A seguir, algumas informações importantes para as mães e futuras mães:

  • A partir do sexto mês de gravidez deve-se massagear o bico dos seios com óleo apropriado, para evitar as fissuras durante a amamentação que são muito dolorosas.
  • Ao amamentar, a mãe deve ficar sentada, bem confortável e absolutamente tranqüila com o bebê.
  • Alimentar-se bem para aumentar a lactação.
  • Oferecer primeiro um seio, até seu esvaziamento que pode durar de 10 a 15 minutos, e, em seguida, o outro seio.
  • Estar consciente de que o leite humano tem um aspecto bem diferente do leite de vaca. Ele se parece mais com água de côco e não é branco como o leite comum.
  • Acredite no seu leite. Não desista, pois é o futuro de seu filho que está em jogo.
    Incentivar a amamentação é, seguramente, investir no seu filho. Estaremos assim, ajudando nossas crianças a terem um futuro mais saudável.
         
   
   
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